Sinais de Alerta no Recém-Nascido: o que é esperado e quando buscar ajuda médica
- Flavia Cristina T. Silva Boggian

- 15 de ago. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: há 6 minutos
Receber um bebê nos braços é um dos momentos mais marcantes da vida.
Mas os primeiros dias e semanas também costumam vir acompanhados de dúvidas, inseguranças e medo de “não perceber algo importante”.
Na pediatria preventiva, o foco não é viver no susto — é ter direção clara para saber:
o que é esperado nessa fase,
o que pode ser apenas adaptação,
e quais sinais realmente precisam de avaliação médica.
Este guia foi elaborado com base nas recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP) e da Sociedade Brasileira de Pediatria e faz parte da lógica de cuidado por fases que aplicamos na Jornada Futuros Brilhantes: orientar antes, prevenir antes e acompanhar com clareza.
1. Icterícia no recém-nascido: quando é normal e quando se preocupar
A icterícia aparece como uma coloração amarelada na pele e nos olhos, causada pelo acúmulo de bilirrubina.
Ela é comum nos primeiros dias de vida e, na maioria dos casos, é transitória.
🔍 O que observar:
Amarelamento leve e progressivo costuma ser esperado.
Amamentar com frequência ajuda o organismo do bebê a eliminar a bilirrubina.
🚨 Sinal de alerta:
Amarelamento intenso, que avança rapidamente ou se mantém por muitos dias, precisa de avaliação médica.
2. Coloração azulada na pele do bebê
Mãos e pés arroxeados podem ocorrer por adaptação à temperatura e geralmente não indicam doença.
🚨 Atenção imediata se houver:
Coloração azulada persistente em lábios, língua ou rosto
Isso pode indicar dificuldade de oxigenação e exige atendimento médico imediato.
3. Dificuldade respiratória no recém-nascido
A respiração do bebê é naturalmente irregular, mas esforço respiratório não é normal.
🚨 Sinais de alerta incluem:
Respiração muito rápida
Retração das costelas
Narinas dilatadas
Gemidos ao respirar
Esses sinais devem ser avaliados com urgência.
4. Cordão umbilical: cuidados e sinais de infecção
O coto umbilical costuma cair espontaneamente em até 15 dias.
✔️ Pode ser normal:
Pequeno sangramento no momento da queda
🚨 Procure o pediatra se notar:
Vermelhidão ao redor
Secreção amarelada
Mau cheiro
Dor ao toque
Granulomas e hérnias umbilicais também precisam de acompanhamento.
5. Barriga inchada e endurecida
Após as mamadas, a barriguinha pode ficar mais saliente — isso costuma ser esperado.
🚨 Sinais de alerta:
Barriga endurecida
Vômitos associados
Ausência de evacuação por mais de dois dias
Dor evidente ao toque
6. Fezes do recém-nascido: o que esperar
Nos primeiros dias, o bebê elimina o mecônio, fezes escuras e pegajosas, geralmente até 48 horas após o nascimento.
🚨 Atenção se houver:
Presença de sangue nas fezes
Ausência de evacuação nas primeiras 48 horas
7. Sonolência excessiva
Bebês dormem muito, mas precisam acordar para mamar e apresentar períodos de alerta.
🚨 Procure avaliação se o bebê:
Não acorda para mamar
Recusa alimentação
Parece sempre apático ou prostrado
8. Tosse durante as mamadas
Pode ocorrer por fluxo rápido do leite, especialmente no início.
🚨 Precisa ser investigado se houver:
Tosse frequente
Engasgos repetidos
Associação com dificuldade respiratória
9. Choro persistente ou diferente do habitual
O choro é a principal forma de comunicação do bebê.
🚨 Sinais de alerta:
Choro contínuo, inconsolável
Mudança no tom do choro
Choro associado a rigidez, prostração ou recusa alimentar
Conclusão: direção clara traz segurança
Nem todo sinal é grave.
Mas ignorar sinais importantes também não é cuidado.
Quando a família entende o que é esperado em cada fase, o medo diminui, a confiança aumenta e o cuidado se torna mais leve.
É exatamente isso que buscamos na Jornada Futuros Brilhantes:
orientar famílias com ciência, acolhimento e acompanhamento estruturado — desde o início da vida.
👉 Se você deseja esse tipo de cuidado por fases, com clareza e prevenção, entre na lista de espera da Jornada Futuros Brilhantes:
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Sobre a Dra. Flávia Boggian
Médica com atendimento em Pediatria, membro internacional da Academia Americana de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Ajudo famílias no Brasil e no exterior a cuidarem da saúde e do desenvolvimento infantil com direção, prevenção e propósito — reconhecendo que Deus criou cada criança e cada família de forma única.
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As orientações apresentadas são baseadas em diretrizes científicas reconhecidas, incluindo as recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), mas não se aplicam de forma automática a todos os casos.
⚠️ Em situações de urgência, emergência ou sinais de alerta, como piora do estado geral, dificuldade respiratória, alterações neurológicas, desidratação, dor intensa, febre persistente ou qualquer outro sintoma preocupante, procure imediatamente um serviço de pronto atendimento ou emergência.
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