“Creche faz mal ao nosso filho?” — o que a ciência diz?
- Flavia Cristina T. Silva Boggian

- 23 de abr. de 2025
- 1 min de leitura

Essa pergunta gera culpa, medo e dúvida em muitas famílias. Mas o maior estudo já feito sobre cuidados na primeira infância, o NICHD SECCYD, tem algo muito claro a nos dizer:
🔍 Não é sobre o número de horas.
🏠 Não é sobre o tipo de cuidado.
❤️ É sobre a sensibilidade dos pais.
O estudo acompanhou mais de 1.300 crianças desde o nascimento até a adolescência e concluiu que:
A sensibilidade parental — a capacidade de perceber, interpretar e responder adequadamente aos sinais da criança — é o principal fator que influencia a segurança do apego e o desenvolvimento saudável.
A qualidade do cuidado (seja em casa ou na creche) tem um impacto positivo, mas não substitui a importância da sensibilidade dos pais.
A quantidade de horas que a criança passa em cuidados não parentais não está associada a um apego inseguro, desde que os pais mantenham uma relação sensível e responsiva com seus filhos.
👶 Ou seja, pais que trabalham fora em tempo integral não estão condenando o vínculo com seus filhos, desde que estejam emocionalmente disponíveis e atentos quando estão presentes.
✨ A qualidade da conexão importa mais que a quantidade de horas juntos.
Então, antes de julgar ou se culpar, reflita:
Você está disponível emocionalmente para o seu filho quando estão juntos?
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— Dra. Flávia Boggian | Pediatria Prime



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